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Estudantes apresentam projeto de inclusão social e digital na Câmara

07/03/2019




Na sessão ordinária de terça-feira, 26 de fevereiro, ocuparam a Tribuna Livre da Câmara Municipal os jovens Gustavo Bilon Micheloni e André Batista. Eles apresentaram o projeto de inclusão social e digital ‘Videogame Solidário’, que é destinado a crianças carentes de São José do Rio Pardo.

Idealizado por André, que é estudante de Tecnologia de Informação na Fatec de Mococa, o projeto consiste em aproveitar computadores que são descartados, ou mesmo algumas peças como monitores, teclados, mouses, CPU, remontá-los e colocá-los novamente em funcionamento. Nas ‘novas’ máquinas são inseridos programas básicos de informática, além de jogos educativos de videogame.

Gustavo é formado em Informática para Internet e este ano cursará Pedagogia. A ideia, segundo ele, é conseguir uma sala para que os computadores sejam disponibilizados às crianças e jovens interessados em cursar aulas que serão ministradas por voluntários e estagiários. “Viemos à Câmara para expor nosso projeto e buscar mais visibilidade, porque estamos em busca de um espaço físico para dar aulas de informática básica”, diz.

Além da informática, os alunos terão atividades com cubo mágico, jogos de xadrez e de videogames mais antigos, campeonatos beneficentes e, ainda, apoio profissional de um psicólogo. “Está mais do que provado que jogos educativos estimulam o raciocínio, a criatividade e a coordenação motora, além do trabalho em equipe”, fala Gustavo.

Os vereadores, em conjunto, farão uma solicitação à Prefeitura para tentar disponibilizar uma sala, a fim de que o laboratório de informática seja montado.

Nas escolas
Outro objetivo é levar o Projeto às escolas. “A gente faz a doação da máquina e ministra as aulas, em horário inverso ao que o aluno frequenta. A criança participante tem ficha de acompanhamento, é tudo certinho. Nosso intuito é estimular o conhecimento e o aprendizado dando a oportunidade para crianças carentes, que não têm acesso fácil à informática. Nós convivemos com essa realidade e sabemos como é importante; tivemos a oportunidade e queremos dar a chance de outros terem também”, diz Gustavo.
 
Patrocínio
Ele explica que as aulas serão ministradas por voluntários e estagiários que, para isso, necessitam de uma apólice de seguro exigida por lei. “Cada apólice custa R$ 40 e então estamos buscando patrocínios de empresas ou de pessoas físicas. A marca será divulgada em todas as nossas atividades.”
Gustavo diz que todo o trâmite legal para a abertura do projeto foi cumprido, incluindo toda documentação exigida em lei.
 
Doações
Computadores e peças sem utilização podem ser doadas por qualquer pessoa. Interessados podem entrar em contato com André pelo telefone (19) 99303-8391.